Transtorno Bipolar

O que é?

O transtorno bipolar é uma condição de saúde mental que causa episódios de humor, que podem ser depressivos, mistos ou de hipomania/mania. Essas oscilações podem afetar o comportamento, as decisões e as relações, prejudicando a qualidade de vida da pessoa. O transtorno bipolar pode ser classificado em dois tipos principais, dependendo da intensidade dos episódios de mania ou hipomania.

 

Quais são?

  1. Transtorno Bipolar Tipo I
    • Caracterizado por episódios de mania grave (humor elevado), que podem durar uma semana ou mais, ou por sintomas tão intensos que a pessoa precisa de cuidados médicos urgentes, muitas vezes por perder o juízo crítico. Esses episódios alternam com episódios de depressão.
  2. Transtorno Bipolar Tipo II
    • Envolve episódios de hipomania, alternando com episódios de depressão. 

 

Episódios de Humor

  1. Episódio Depressivo
    • Características: O episódio depressivo no transtorno bipolar é marcado por tristeza intensa, perda de interesse em atividades normalmente prazerosas, desesperança e cansaço extremo e dificuldade para fazer suas tarefas básicas e diárias. Durante este período, o indivíduo pode apresentar alterações de apetite e no sono, além de ter sensação de esgotamento emocional e dificuldade para se concentrar.
  1. Episódio de Mania
    • Características: A mania é uma elevação extrema e anormal do humor, que pode durar uma semana ou mais. Durante um episódio maníaco, o paciente pode se sentir eufórico, com energia excessiva, fala excessiva, pensamento acelerado, sentir-se irritada ou ter sensação de invencibilidade. Em casos graves pode até perder contato com a realidade e experimentar sintomas psicóticos. Também é comum a exposição à situações de risco. agir impulsivamente, tomar decisões arriscadas, ter gastos financeiros excessivos e desnecessários. Nestes momentos de crise é comum ter comportamento desinibido e ter atividade sexual de risco.
  1. Episódio de Hipomania
    • Características: A hipomania tem características semelhantes à mania, embora com sintomas menos intensos e por vezes com duração menor. A pessoa pode se sentir mais animada, energética, impulsiva e criativa do que o normal, mas sem necessariamente deixá-la disfuncional. Mesmo assim, a hipomania pode prejudicar o funcionamento diário e as relações interpessoais. Caso não estabilizada, pode progredir para quadro maníaco.
  2. Episódio Misto
    • Características: O episódio misto é quando a pessoa experimenta sintomas de ambos os polos do humor simultaneamente. Durante um episódio misto, a pessoa pode se sentir extremamente irritada e com pouca energia, apresentando dificuldades para se concentrar. Ou ter pensamentos acelerados ou aumento de energia associado à sentimentos de tristeza. Normalmente esse tipo de episódio requer atenção imediata por ser particularmente perigoso, aumentando muito o risco comportamento impulsivo.

 

Impacto

O transtorno bipolar está associado a grande comprometimento da saúde física e mental, prejuízo social e ocupacional, além de aumento do risco de suicídio. Requer seguimento a longo prazo e adesão ao tratamento para reduzir recaídas. Durante os episódios maníacos, há grande risco de o paciente tomar decisões erradas e que podem causar sério prejuízo, desencadeando acidentes, problemas financeiros, conflitos familiares e interpessoais. Já durante os episódios depressivos, a pessoa pode ter pensamento suicida e apresentar dificuldades em manter sua rotina.

Estima-se que cerca de 1-2% da população mundial sofra de transtorno bipolar. O quadro pode afetar pessoas de qualquer faixa etária, embora seja mais comum iniciar entre os 18 e 25 anos.

 

Diagnóstico

O diagnóstico do transtorno bipolar é feito por meio de uma avaliação clínica detalhada identificando os sintomas ao longo do tempo, verificando histórico médico e familiar. O profissional utiliza critérios diagnósticos estabelecidos pelo DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais).

 

Tratamento

O tratamento do transtorno bipolar é geralmente combinado e pode envolver:

  • Medicação: O tratamento medicamentoso é o principal nestes casos. pois tem potencial de tratar e prevenir essas alterações significativas do humor. Os principais medicamentos utilizados são os estabilizadores de humor e antipsicóticos, antidepressivos devem ser evitados, mas em alguns casos, é possível utilizar com cautela.
  • Psicoterapia: A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar a pessoa a lidar com as oscilações de humor e na gestão do estresse. A psicoeducação é essencial, pois reduz os riscos de o paciente interromper o tratamento.
  • Mudanças no estilo de vida: Estabelecer uma rotina de sono adequado, exercícios físicos regulares e cessar o uso de substâncias (como álcool e drogas) são determinantes para o bom andamento do tratamento.

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