A depressão é um transtorno mental comum e incapacitante. Vai além de “estar triste”: altera a forma como a pessoa pensa, sente e se comporta — prejudicando o dia a dia, o trabalho, o sono e as relações. É caracterizada principalmente por tristeza persistente e/ou perda de interesse nas atividades cotidianas. A doença costuma ter várias causas: fatores biológicos (genética, alterações químicas no cérebro), psicológicos (estresse, luto, traumas) e sociais (isolamento, problemas no trabalho ou família). Muitas vezes é a combinação desses elementos.
Sintomas comuns:
Relevância
A depressão tem um grande impacto na vida do indivíduo e na sociedade. Essa condição afeta o estado emocional, mental e físico da pessoa, prejudicando o funcionamento geral e qualidade de vida. Atrapalhando suas relações pessoais, trabalho e bem-estar geral. Dados indicam que aproximadamente 5,8% da população brasileira sofre de algum tipo de transtorno depressivo e cerca de 19% da população mundial em algum momento da vida pode sofrer desta condição. Mulheres são duas vezes mais propensas a serem diagnosticadas do que homens. Depressão pode levar a consequências graves, bem como isolamento social e aumentar risco de comorbidades médica (por exemplo: doenças cardiovasculares), além de estar fortemente associada ao risco de suicídio ideação suicida e ser uma das principais causas de incapacidade laboral.
Diagnóstico
O diagnóstico da depressão é feito por um profissional de saúde mental, como um psiquiatra ou psicólogo, através de entrevista clínica detalhada. Durante a consulta são analisados grupos de sintomas, histórico familiar de condições psiquiátricas, histórico médico prévio e percepção do paciente sobre a própria condição. É importante descartar outras possíveis condições clínicas ou psiquiátricas que possam ter sintomas similares. A hipótese diagnóstica deve ser baseada em critérios estabelecidos por manuais como o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais).
Tratamento
A maioria das pessoas melhora com tratamento. As principais abordagens são:
• Psicoterapia: Conversas estruturadas com profissional, sendo a primeira linha de tratamento psicológico a Terapia cognitivo-comportamental (TCC). Pode ser indicada como monoterapia em casos leve a moderados ou em associação a medicação em casos graves e incapacitantes.
• Medicamentos: Há tratamentos eficazes com diversas classes de antidepressivos (cada uma com suas características individuais). Também existem evidências científicas de que outras classes de medicações psiquiátricas possam ser utilizadas em associação aos antidepressivos para potencializar o tratamento.
• Mudanças no estilo de vida: sono regular, atividade física, alimentação equilibrada.
• Apoio social, familiar e educação sobre a doença. Essas práticas ajudam a reduzir estigmas e compreender os objetivos do tratamento.
Consulte um psiquiatra se os sintomas durarem mais de duas semanas, estiverem piorando, ou se houver pensamento em se machucar. Quanto mais cedo o tratamento começar, melhor a chance de recuperação. Cada pessoa pode responder de maneira diferente às abordagens terapêuticas, por isso é importante individualizar o tratamento.
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